Propostas Específicas

Criação da Diretoria de Assuntos Estudantis

Uma das principias propostas deste plano de gestão é a “criação da Diretoria de Assuntos Estudantis”. Essa diretoria será ligada diretamente ao Reitor, portando terá a relevância de uma Pró-Reitoria.

Atualmente, a “Diretoria de Infraestrutura e Expansão” possui essa condição de relevância na gestão do IFSP. Nesta proposta, a Expansão do IFSP deixa de ser uma prioridade, dando espaço e importância para a permanência dos estudantes na Instituição.
Assim a proposta é de haver uma mudança de paradigma: os estudantes passarão efetivamente a ser o principal foco da Instituição.

A Diretoria de Assuntos Estudantis será o órgão responsável por proporcionar as condições de acesso, permanência e conclusão aos estudantes, garantindo os seus os direitos. A Diretoria de Assuntos Estudantis terá sua estrutura dividida em quatro coordenadorias: Coordenadoria de Assistência Estudantil, Coordenadoria de Saúde; Coordenadoria de Restaurantes Estudantis, e Coordenadoria de Esporte e Cultura. As coordenadorias terão relevância e reconhecimento

A Diretoria de Assuntos Estudantis será responsável pelas seguintes ações:

  • Fortalecer a política de assistência estudantil com base no Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES).
  • Dar condições para a “Comissão Central Permanente de Assistência Estudantil” definir o orçamento para ações de assistência estudantil nos campi.
  • Fortalecer as Coordenadorias do Núcleo sociopedagógico de todos os campi do IFSP.
  • Dar suporte os NAPNEs (Núcleo de Apoio a Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas) nos diversos campi.
  • Incentivar, apoiar e definir com os campi ações que assegurem o acesso, a permanência e o êxito dos estudantes.
  • Incentivar e apoiar a implementação de mecanismos e ações que promovam a inclusão social, utilizando-se de estruturas e práticas didático-pedagógicas que propiciem aos estudantes as aprendizagens necessárias para que atuem como agentes autônomos e transformadores da sociedade.
  • Criar uma política sobre a alimentação estudantil, estabelecendo critérios para a alocação dos recursos e a definição de cronograma para implantação dos restaurantes em todos os campi.
  • Estabelecer uma política referente ao transporte dos estudantes para os diversos campi, identificando possível necessidade de contratação de empresas que garantam a qualidade no transporte.
  • Elaborar e implementar, em articulação com os campi, o programa de ações afirmativas do IFSP, aprimorando a atual política de inclusão adotada e propondo e incluindo novos critérios que ampliem a inclusão.
  • Realizar levantamentos de dados referentes a indicadores socioeconômicos (infraestruturas de cada região, alimentação, transporte, tempo de viagem, distâncias etc).
  • Aprimorar os mecanismos de identificação de vagas ociosas nos diferentes cursos ofertados no IFSP, estabelecendo ações que assegurem a oferta real destas vagas e sua ocupação.
  • Estabelecer um canal efetivo de comunicação com os Estudantes dos diversos campi e com as entidades estudantis.

Estatuinte: Compromisso de Continuidade

“Estatuinte” é nome do processo de revisão dos principais documentos do IFSP com a participação da comunidade. A Estatuinte foi regulamentada pela Resolução 75 aprovada pelo Conselho Superior do IFSP em 3.6.2014 (há mais de 2 anos).

No dia 10.9.15 (há um ano), ocorreu a última sessão do Congresso da Estatuinte que definiu o novo do texto do Estatuto do IFSP. Para chegar na etapa de finalização do Estatuto, houve muito trabalho. Primeiro, foram feitos seminários de inquietação pelos campi. Depois, foram colhidas as diversas propostas de alteração do documento por meio de reuniões locais e de audiências públicas, além de propostas encaminhas pela internet. As propostas foram compiladas e, finalmente, foram apreciadas, uma a uma, pelos representantes dos campi durante as sessões do congresso.

Algumas das principias alterações do Estatuto do IFSP aprovadas pelo congresso da Estatuinte foram:

  • Regra de vagas: o Art. 8º da Lei nº 11.892/2008 estabelece o mínimo de 50% das vagas para educação profissional técnica de nível médio e o mínimo de 20% das vagas para cursos de licenciatura. Essa regra de vagas deverá ser empregada para cada campus do IFSP.
  • Regra para concessão de cargos: a distribuição de cargos e funções gratificadas deverá ser realizada somente após aprovação do Conselho Superior.
  • Concurso de acesso para o cargo de diretor-geral:  para os campi novos, haverá um concurso entre os servidores do IFSP. Isso representa o fim das indicações feitas pelo Reitor para os campi que ainda não tenham o processo de consulta.
  • Escolha dos Pró-Reitores: os nomes indicados pelo Reitor para os cargos de Pró-Reitores deverão passar pelo referendo do Conselho Superior.
  • Indicação de representantes da Sociedade Civil no CONSUP: a indicação dos nomes da Sociedade Civil pelo Reitor do IFSP será submetida à aprovação dos representantes da comunidade interna. O reitor terá um prazo determinado para fazer as indicações.
  • Representantes da comunidade interna no CONSUP: o número de representantes de cada segmento da comunidade interna do IFSP (estudantes, TAEs e docentes) será proporcional ao número de campi, em uma relação de 1 representante para cada 5 campi. Atualmente, é um número fixo de 5 representantes para cada segmento. Pela nova proposta e pela quantidade de campi, cada segmento terá 7 representantes.
  • Representantes dos Diretores-Gerais no CONSUP: pelo atual Estatuto do IFSP, os diretores têm direito a 5 vagas no CONSUP. Pela proposta aprovada, os diretores terão apenas uma vaga e não terá direito a voto, apena a voz.
  • Ex-Reitor no CONSUP: apenas o último ex-reitor terá vaga no Conselho Superior, não havendo mais a vaga vitalícia. O ex-reitor não terá direito a voto.
  • Eleição para Ouvidor Geral: os delegados aprovaram - por unanimidade - a necessidade de o Ouvidor Geral do IFSP ser escolhido pela comunidade interna do IFSP.
  • Comissão Eleitoral Permanente: foi criado o órgão que irá trabalhar com isenção e estrutura para realizar o planejamento e o apoio das diversas eleições e consultas da comunidade do IFSP.
  • Criação da Corregedoria: esse órgão irá substituir a atual “Diretoria de Processos Administrativos”, responsável pelos processos disciplinares que envolvem os servidores (sindicâncias e PADs). A corregedoria terá maior independência em relação aos gestores e será chefiada por servidor escolhido pela comunidade interna do IFSP.
  • Assessoria Jurídica: o congresso da Estatuinte não aprovou a proposta de criação de uma “assessoria jurídica”. O entendimento é que este papel deve ser cumprido pala Procuradoria Jurídica da União (PJU), evitando o uso de servidores que não são do quadro efetivo de concursados.
  • Fim da Reeleição: foi aprovado o fim da reeleição para Reitor e para Diretores-Gerais dos campi;
  • Infraestrutura mínima dos campi: o congresso aprovou que cada campus teve ter uma infraestrutura mínima com restaurante e alojamento estudantil.
  • Representações Estudantis: o novo Estatuto do IFSP garante que as representações estudantis (D.A., C.A., DCE etc.) terão papel na gestão da instituição.
  • Comunidade Acadêmica: somente poderão ser candidatos e eleitores os servidores que não estiverem afastados de suas funções.
  • Alteração do estatuto: novas alterações no Estatuto do IFSP somente poderão ser feitas após nova consulta à comunidade do IFSP.
  • Prazo para confecção de regulamento: os diversos órgãos (PJU, Ouvidoria, Corregedoria etc.) deverão ter seus regulamentos elaborados no prazo de 180 dias, após aprovação do novo Estatuto.

Tragicamente, no dia 30.10.2015, a Estatuinte foi atropelada por um estranho denuncismo e o Reitor do IFSP decidiu transformar a Estatuinte em um caso de sindicâncias. Assim o importante trabalho de construção de um Estatuto pela comunidade do IFSP foi desprezado.

As propostas para a Estatuinte são:

  • Garantir plena condição para a Comissão da Estatuinte trabalhar;
  • Acatar todos os termos do Estudo aprovados no Congresso da Estatuinte;
  • Revisar os principias documentos do IFSP até o final de 2017.

Assédio Moral: como combater?

O Assédio Moral é uma forma de violência no trabalho que consiste na exposição prolongada e repetitiva dos trabalhadores a situações vexatórias, constrangedoras e humilhantes, praticadas por uma ou mais pessoas.

Atualmente, até pelas redes sociais, encontram-se relatos e queixas sobre a ocorrência de assédio moral no IFSP. No debate entre candidatos para Reitor do dia 31.8.16, uma pergunta encaminhada por um servidor era exatamente sobre assédio moral.

Para mim, a atual gestão do IFSP não vem tratando de forma adequada esse grave problema.

Para se ter uma ideia, a “Comissão de Ética" - que poderia colaborar muito e tem o dever de realizar apuração – está incompleta desde o mês de maio, ou seja, há mais de 4 meses que essa comissão não pode trabalhar de forma plena no combate ao assédio moral.

Para evitar e coibir que ocorra a violência do Assédio Moral no IFSP, eu proponho duas importantes ações:

1) Fortalecimento da Comissão de Ética:

  • Dar total suporte para os trabalhos da Comissão de Ética do IFSP, garantindo infraestrutura e pessoal.
  • A Comissão de Ética será responsável pelo “Programa de Combate ao Assédio Moral no IFSP”.
  • Permitir que a comunidade do IFSP indique os nomes da Comissão de Ética do IFSP.
  • Estabelecer que haja um representante da Comissão de Ética em cada campus do IFSP.

2) Criação de um “Programa de Combate ao Assédio Moral no IFSP” que possui medidas distribuídas em quatro categorias:

A) Medidas de Prevenção:

  • Realizar curso de orientação na integração dos novos servidores.
  • Elaborar cartilha com informações sobre assédio moral e sobre o Código de Ética do IFSP.
  • Realizar cursos de capacitação para os diversos gestores do IFSP.
  • Promover campanhas de prevenção em parceria com os sindicatos.
  • Instituir a Semana de Prevenção ao Assédio Moral no IFSP.

B) Medidas de Apuração e Punição

  • Fortalecer e aprimorar os trabalhos da Ouvidoria no âmbito do IFSP.
  • Eleger o Ouvidor do IFSP, que deverá ter um trabalho isento da Reitoria.
  • Criar a Corregedoria do IFSP que irá substituir a atual “Diretoria de Processos Administrativos”, responsável pelos processos disciplinares que envolvem os servidores (sindicâncias e PADs). A corregedoria terá maior independência em relação aos gestores e será chefiada por servidor escolhido pela comunidade interna do IFSP.

C) Medidas de Acompanhamento

  • Estabelecer uma coordenadoria responsável pelo acolhimento das pessoas vítimas de Assédio Moral (Coordenadoria de Assistência à Saúde do Servidor)
  • Fornecer acompanhamento psicológico para os assediados.
  • Criar comissões de conciliação com representantes do IFSP e dos sindicatos, para buscar soluções contenciosas para os casos de assédio moral.

D) Medidas de Controle

  • Realizar pesquisas de Clima Organizacional por amostragem.
  • Fortalecer e aprimorar os trabalhos da Ouvidoria no âmbito do IFSP.

Implementação do DCE

Algo que pode mudar o relacionamento da gestão do IFSP com os estudantes é a implementação do “Diretório Central do Estudantes - DCE”. O DCE pode permitir um diálogo permanente com gestores, sendo o canal para os estudantes levarem suas reivindicações aos gestores.

Em 1995 e 1996, tive o prazer de fazer parte do DCE da UFSCar. Na época, eu era estudante de engenharia e eu fui eleito, por duas vezes, pelos meus pares, para ser diretor. Portanto conheço, por dentro, a importância de ser ter um DCE fortalecido e atuante. As propostas para o DCE são:

  •  Criação de regulamento do DCE pelo Conselho Superior do IFSP.
  • Propiciar os recursos necessários para a criação de uma sede para o DCE.
  • Apoio logístico para a realização de eleição da diretoria do DCE.
  • Garantir a participação de dirigentes do DCE no Conselho Superior do IFSP.

Distribuição das Verbas do IFSP por Editais

É uma incógnita como foram destinadas as verbas para os diversos campi do IFSP. Se por um lado, há uma regra do MEC para distribuir os valores entre os institutos; por outro lado, no IFSP, as verbas foram distribuídas para os campi sem transparência e sem critérios. Apenas como exemplo, há um campus que tem falta de sala de aulas, mas foi liberada verba para construção de um ginásio esportivo.

Para colocar um fim nesse processo obscuro de distribuição de verbas no IFSP, é proposta a distribuição de verbas por meio de editais. Os campi deverão apresentar seus projetos que serão avaliados mediantes critérios claros definidos nos editais. Nos editais, serão previstas verbas para campi com condições suficientes e insuficientes, ou seja, a Reitoria poderá, em cada e edital, mudar o foco da destinação da verba, objetivando oferecer infraestrutura semelhante para todos os campi, algo que não ocorre atualmente.

Garantia da Jornada de 30 Horas para os Técnico-Administrativos

A jornada de 30 horas é uma luta histórica dos servidores Técnico-Administrativos do IFSP. A possibilidade dessa jornada está prevista no Art. 3º do Decreto nº. 1.590/1995. Para consolidar essa conquista e não haver retrocessos, são feitas as seguintes propostas:

  • Fortalecimento das comissões de 30 Horas nos campi.
  • Criar regulamento, disciplinando o trabalho das comissões sobre as 30 Horas nos campi.
  • Estabelecer critérios para os servidores poderem optar pela escala de horários (tempo de efetivo exercício, servidor com filhos menores, servidor participando de curso etc.). Tais critérios deverão ser debatidos com a comunidade.

Melhoria da Gestão de Pessoas

Muito pode ser feito quanto à gestão de pessoas no IFSP. Nos últimos quatro anos, o Cargo de Diretor de Gestão de Pessoas teve alta rotatividade, praticamente cada diretor ficou menos de um ano, assim poucas ações de “Gestão de Pessoas” foram consolidadas.

É urgente tornar mais fácil o atendimento aos servidores, facilitando a forma de se fazer solicitações de diversos direitos e pedidos de reembolsos financeiros. Porém o passo mais importante que pode ser dado é melhorar significativamente às ações referentes à Saúde dos Servidores.

Também é preciso melhorar a qualidade na realização dos concursos e a forma de acolhimento dos novos servidores. Outra ação importante, é manter um canal permanente e efetivo de diálogo com os sindicatos.

As minhas principias propostas para Gestão de Pessoas no IFSP são:

  • Criar um site específico para “Gestão de Pessoas” onde o servidor terá acesso às informações e poderá fazer as solicitações on-line (licenças, reembolsos, afastamentos, auxílios etc.)
  • Redigir um Manual do Servidor do IFSP que deixe claro os seus direitos, deveres, papéis e responsabilidades.
  • Rever o regulamento de avaliação de estágio probatório - o atual regulamento tem mais de 20 anos.
  • Melhorar a qualidade dos serviços de perícia médica, com infraestrutura adequada e equipe completa.
  • Apoiar a Coordenadoria de Assistência à Saúde do Servidor, aumentando o número de servidores e melhorando as instalações físicas.
  • Instituir uma comissão para avaliar os problemas ocorridos nos últimos concursos do IFSP e propor mudanças para uma efetiva melhoria nesses processos de seleção.
  • Realizar periodicamente atividades de prevenção de doenças e de qualidade de vida.
  • Estabelecer um calendário de reuniões entre os coordenadores de gestão de pessoas e os representantes dos sindicatos das categorias de servidores.
  • Criar um programa de acolhimento para os novos servidores.
  • Ofertar cursos de capacitação com itinerário formativo para nossos servidores.

Lutar efetivamente pelo RSC para os TAEs

Atualmente, o RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências) é previsto em Lei somente para os professores de EBTT.
Com o RSC, os professores podem ter seus vencimentos acrescidos de uma Retribuição por Titulação (RT) mediante uma série de requisitos que comprovem seus Saberes e Competências.

Desde 2013, Luciano Silva participa de um grupo de servidores que defendem o RSC. Esse grupo foi um dos principais agentes na implantação do RSC nas diversas instituições brasileiras.

Fazendo parte desse grupo, Luciano Silva foi o responsável por elaborar um modelo de pontuação que é utilizado nos regulamentos da maior parte dessas instituições.

Em 30.4.2014, o Reitor Eduardo Modena - reconhecendo a sua destacada atuação - escolheu Luciano Silva para ser o relator do “Regulamento de Concessão do RSC do IFSP”.

Em razão dos conhecimentos do Professor Luciano Silva sobre as ações técnicas e políticas referentes à conquista do RSC, são propostas as ações:

  • Criar um grupo de trabalho para elaborar um plano de ação composto por: representantes dos sindicatos dos servidores Técnico-Administrativos; servidores que atuaram na conquista do RSC para os professores; e servidores do IFSP.
  • Elaborar um plano de ação prevendo uma revisão completa do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação – PCCTAE incluindo a proposta do RSC.
  • Apresentar - com absoluta transparência - as diversas ações, os avanços e os entraves de prosseguimento da proposta de RSC para os TAEs, permitindo a organização da comunidade para a conquista.
  • Readquirir papel de liderança e respeito dentro do CONIF (Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica) para apresentar a proposta de RSC para osTAEs.

Expansão do IFSP: Discutir com a Comunidade

Expansão é nome dado para criação de novos campi dos Institutos Federais. Até 2003, o IFSP tinha apenas três campi. É fácil notar que houve uma forte política de expansão do IFSP entre os anos de 2008 a 2012, com a implantação de 18 campi dos 30 existentes. Se por um lado, há a crítica por ter havido falta de infraestrutura; por outro lado, deve ser reconhecido o notável crescimento que levou a instituição para outro patamar no oferecimento de vagas no Estado de São Paulo e no número de servidores, tornando a instituição uma das maiores do país.

Passado esse período de forte expansão (até 2012) e com a posse do novo reitor (2013), houve uma indefinição na política de expansão. Houve um flerte dos gestores com a criação de novas unidades, mas não houve – de fato – a expansão do IFSP.

No PDI, por exemplo, aprovado em 15.4.2014, um ano após a posse da atual gestão, havia a impressionante marca de criação de 18 campi avançados e 8 campi plenos até 2015.

Depois de aprovado o PDI, surgiram, ainda, as propostas de mais três campi avançados. Ou seja, a atual gestão prometeu a implantação de 21 campi avançados até 2015, porém a Reitoria apenas concretizou 4 unidades. Também dos oito campi plenos propostos, apenas dois foram construídos.

Quanto à Expansão do IFSP, são propostas:

  • Total transparências para a comunidade das ações de expansão (pedidos de gestores e prefeitos, reuniões com agentes, convênios, acordos e etc.).
  • Submeter ao Conselho Superior as possíveis propostas de criação de novas unidades do IFSP.
  • Criar uma comissão para avaliação dos impactos de criação de mais unidade para o IFSP.

Inovar e transformar o setor de Obras do IFSP

É necessário inovar e transformar completamente o setor de obras do IFSP. Não se pode parar as obras que estão sendo feitas de restaurantes e ginásios.

Neste sentido é preciso saber otimizar os recursos, além de ter políticas claras sobre os critérios de distribuição das verbas. Propostas:

  • Garantir absoluta transparência quanto as verbas destinadas às obras no IFSP.
  • Promover ações para contratação de gerenciadoras de projetos e execução de novas edificações.
  • Distribuir as verbas para os campi por meio de editais com absoluta transparência.
  • Realizar um controle efetivo sobre a execução da obra, visando a qualidade da construção, a redução de custos e a segurança dos trabalhadores da Construção Civil.
  • Ter a manutenção predial como política administrativa para conservação do patrimônio público.
  • Privilegiar ações de sustentabilidade ambiental nas edificações do IFSP.
  • A “Diretoria de Infraestrutura e Expansão” passará para a Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional para melhorar a capacidade de planejamento.

Buscar incessantemente verbas para o IFSP

O atual panorama político e econômico brasileiro trará um grande desafio para os gestores do IFSP: trabalhar com verbas limitadas. Nesse sentido, será fundamental o gestor realizar uma procura incessante por verbas em diversas fontes. São propostas:

  • Ampliar a política de captação de recursos complementares, por meios de parcerias, acordos de cooperação, emendas parlamentares e planos de trabalhos em ministérios, de forma a viabilizar os projetos e as ações do IFSP.
  • Fortalecer laços com o Poder Legislativo (Senadores, Deputados e Vereadores), cirando condições para ações pluripartidárias com foco na Educação.

Ações Inclusivas Intersetoriais

Qualidade e quantidade são conceitos complementares, já que qualidade para poucos é privilégio, não é qualidade. Por isso a qualidade da educação precisa ser encarada de forma sistêmica. A educação só pode melhorar em seu conjunto (Moacir Gadotti, 2013).

O que queremos propor é uma escola realmente inclusiva, acessível, atenta as necessidades de seus estudantes. O IFSP conta com um corpo docente e de Técnico-Administrativos sensíveis a esta causa que deve permear toda a tríade ensino-pesquisa-extensão e setores.

Apesar de o IFSP contar com muitos servidores que possuem experiência e formação nesta área, o potencial tem sido pouco aproveitado, apenas em formações esporádicas e não em uma ação efetiva e articulada com outras. Não há uma política clara de educação profissional inclusiva, apenas ações pontuais e isoladas. É preciso um trabalho que envolva as principais áreas de forma articulada:

- Ensino: os estudantes não possuem conteúdos na grade que contribua para uma formação mais inclusiva e quando possuem algum tipo de  deficiência a dificuldade tem sido grande desde o acesso físico ao campus, como também aos materiais pedagógicos e participação nas aulas. Além disso, este tema deveria fazer parte das discussões de todos os cursos, além das licenciaturas. Saber trabalhar com pessoas com deficiência, desenvolver serviços e produtos pautados em critérios de acessibilidade e Desenho Universal, bem como valorizar a diversidade e ter respeito pelas diferenças é fundamental a qualquer profissional.

- Extensão: a extensão tem valorizado muito pouco ações de formação continuada, formação profissional ou iniciativas de atendimento à comunidade com foco em uma perspectiva inclusiva das pessoas com necessidades específicas. Quando um professor propõe algo, dada a carência nesta área, a demanda tem sido enorme e acaba sendo atendida parcialmente. Uma vez que o IFSP não possui cotas para pessoas com deficiência, contribuir com a formação profissional deste público (por meio de cursos FIC), apoio a inserção no mercado de trabalho e às redes de ensino e tantas outras ações contribuiriam muito com a comunidade local.

- Pesquisa: os Institutos Federais de várias localidades do Brasil têm se destacado na área de pesquisa com a temática da Inclusão. No IFSP, é possível perceber que há vários servidores (tanto TAE como docentes) dedicados a esta temática, seja em decorrência de sua experiência profissional, formação acadêmica ou motivada ainda pelos desafios encontrados no próprio campus. Mesmo estando próximo ao CTI Renato Archer, não temos um Núcleo de Tecnologia Assistiva habilitado para receber recursos e desenvolver projetos nesta área. Há um desperdício no potencial da rede que poderia engajar estes pesquisadores, desenvolver iniciativas com estudantes, valorizá-las e disseminá-las, contribuindo com as demandas regionais e também com outros campus, além da própria formação dos pesquisadores em uma área de tão importante relevância.

- Orçamento: em geral falta orçamento específico dedicado a atender às demandas de estudantes que fazem parte do público-alvo da Educação Especial e que por lei possuem direito à um Atendimento Educacional Especializado. Estes estudantes possuem o direito de serem contabilizados duplamente (dupla matrícula) na Educação Básica, o que significa que o campus, ao atendê-los, deve receber recursos adicionais, além dos que são comuns a todos os estudantes. Não se sabe se isso realmente ocorre ou por qual razão os campi continuam com tantos problemas de acessibilidade, dentre outros.

- Tecnologia da Informação: os documentos do IFSP não são produzidos em formato acessível, vários são baseados em imagens que não possuem descrição para leitor de telas, muitas vezes os textos são salvos como “pdf” em imagem, além da ausência de procedimentos que facilitem a organização das informações e sua localização. O próprio processo de inscrição no Vestibulinho tem sido confuso, sem usabilidade e excludente, além de resultar em vários problemas no dia de aplicação das provas, em decorrência destes fatores.

Algumas ações importantes para esta área:

  • Mapear as necessidades específicas atendidas em cada campus, bem como a experiência profissional e formação dos professores nas áreas de Educação Inclusiva, Acessibilidade e Tecnologia Assistiva.
  • Constituir uma rede de apoio à ações inclusivas, formada por profissionais técnico-administrativos com formação e/ou forte atuação em ações inclusivas de modo a remover barreiras de acessibilidade arquitetônica, atitudinal, comunicacional, metodológica, instrumental e programática nos campi e na reitoria.
  • Apoiar os Napnes dos campi com ações de formação continuada, suporte a recursos pedagógicos específicos, acessibilidade do campus.
  • Atuar em parceria com o Neabi (Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e indígenas), Napnes, e Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gênero para a promoção de ações afirmativas, com foco na equiparação de oportunidades, especialmente para estudantes em situação de maior vulnerabilidade social e vítima de preconceito.
  • Garantir a acessibilidade dos documentos públicos disponíveis no site do IFSP e do site, por meio de formação a ser oferecida a equipe e padronização do fluxo de edição e compartilhamento das informações em sites institucionais.
  • Elaborar em conjunto com os integrantes da rede de apoio e validação com a comunidade: a) Diretrizes relacionadas à conhecimentos em acessibilidade e inclusão relevantes aos cursos oferecidos na instituição para as áreas da formação profissional; b) Diretrizes para nortear editais na área de extensão, contemplando ações inclusivas, formação de pessoas com necessidades específicas e inclusão no mercado de trabalho.
  • Propor, em conjunto com a comunidade, ações que favoreçam a participação de pessoas com necessidades específicas nas atividades formativas, de pesquisa e extensão desenvolvidas nos campus;
  • Criar um Núcleo de Tecnologia Assistiva, reunindo pesquisadores do IFSP que atuam nesta área para integrar a Rede Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva (RNPDTA) e outras oportunidades e trabalho em rede e fomento, visando a troca de conhecimentos e obtenção de recursos;
  • Desenvolver em conjunto com profissionais da área de TI e estudantes que demonstrarem interesse na área de acessibilidade, um portal para compartilhamento de recursos acessíveis como forma de disponibilizar: produções acadêmicas, recursos acessíveis, tutoriais, bem como a disseminação de ideias, reflexões, cursos, palestras gravadas e propostas mapeadas a partir da rede de apoio a ser constituída. Espera-se ainda envolver, por meio de convite, servidores de outros IF, especialmente nos aspectos que o IFSP mais precisar de apoio e formação.

Aprimorar os Serviços de Informática

Muito pode ser feito para melhorar as condições de trabalho e garantir a qualidade nas atividades desenvolvidas pelos servidores do IFSP. Nesse sentido, os serviços de informática têm papel fundamental. Portanto a proposta é aprimorar os serviços de informática como meio para apoiar (e consequentemente) melhorar o planejamento, a transparência, o processo decisório e agilizar a execução das rotinas (desburocratizar).

Revolucionar a Comunicação Institucional

É proposta uma verdadeira revolução para a “Comunicação” no IFSP. Primeiramente, é preciso abandonar a ideia de que o setor de comunicação é o local para disseminar as ideias do Reitor.

O Setor de comunicação é fundamental na disseminação das ações de Ensino, Pesquisa e Extensão. Assim o departamento de comunicação do IFSP precisa ganhar relevância e estrutura, além da tão necessária independência editorial.

  • Criar um canal de diálogo permanente com a comunidade.
  • Implementar a TV Web IFSP para divulgar eventos, acompanhar competições esportivas estudantis, apresentar pesquisas, criar campanhas de inclusão social e solidariedade, descobrir talentos internos e da comunidade local.
  • Passar o departamento de comunicação para a Pró-reitoria de Extensão, em estreita sintonia com as respectivas coordenadorias dos campi.
  • Valorizar as produções e a participação de servidores e estudantes nas ações de comunicação, de forma mais equilibrada.

Melhoria das Bibliotecas do IFSP

As bibliotecas têm papel fundamental na busca pela excelência de uma instituição de ensino. Quando falamos sobre ensino, pesquisa e extensão, a biblioteca deve ser um elo para ligar esse tripé.

O papel que cabe às bibliotecas do IFSP e, aos profissionais que nelas atuam, é o de estimular, coordenar, administrar e organizar a informação para que, por meio dela, seus usuários possam potencializar seus conhecimentos, sua capacidade crítica e reflexiva que lhe permitam atuar melhor na sociedade.

Portanto não se pode conceber que a biblioteca seja apenas um depósito de livros. Nesse sentido, é importante que a Reitoria tenha ações efetivas que visem à melhoria das bibliotecas do IFSP bem como as condições de trabalho dos servidores que nela atuam.

Para as bibliotecas do IFSP, eu proponho ações de curto e de longo prazo:

AÇÕES DE LONGO PRAZO

  • Estabelecer um cronograma para realização de projetos e construção de prédios específicos paras as bibliotecas do IFSP.
  • Instituir o Sistema de Bibliotecas do IFSP: o “Sistema do IFSP” será responsável por alinhar a gestão da informação, da produção intelectual e das bibliotecas aos objetivos do IFSP.
  • Criar o repositório Institucional do IFSP, sendo referência na divulgação das publicações da comunidade do IFSP.
  • Estabelecer treinamentos dos serviços e sistemas disponíveis aos novos bibliotecários nomeados do IFSP.

AÇÕES DE CURTO PRAZO

  • Criar a Diretoria de Bibliotecas do IFSP vinculada diretamente ao gabinete da reitoria.
  • Apoiar as bibliotecas para sejam referência de qualidade do IFSP por meio de:  manutenção do atual software de biblioteca; manter a assinatura de todas as normas da ABNT; buscar outras fontes de informação para disponibilizar a comunidade do IFSP.
  • Realizar um levantamento sobre as instalações físicas de cada biblioteca e estabelecer um cronograma de reformas que contemplem as necessidades das bibliotecas: acessibilidade, salas de estudos (em grupo e individuais), sala de processamento técnico etc.
  • Estabelecer, junto ao NAPNE de cada campus, a necessidade de equipar as bibliotecas com recursos tecnológicos para as pessoas com deficiências.
  • Realizar reuniões bimestrais entre os servidores das bibliotecas, criando suporte para as ações dos bibliotecários nos Campi.
  • Lutar pela ampliação do número de auxiliares e bibliotecários por campus.
  • Incentivar a produção bibliográfica por parte de servidores.
  • Criar condições para que os servidores das bibliotecas participem de eventos externos.
  • Desenvolver projetos e captar recursos para padronização de mobiliário e instalação de sistemas de segurança de acervo para todas as bibliotecas.

Apoio à Educação a Distância (EaD)

No IFSP, a Educação a Distância (EaD) sofreu e retrocedeu nos últimos tempos, portanto é preciso resgatá-la e garantir condições de funcionamento. Propostas:

  • Criação do campus para ser alocada a infraestrutura EAD.
  • Fortalecer os Núcleos de EaD do IFSP nos campi.
  • Ampliação dos atuais cursos oferecidos, por meio da adoção de novas plataformas.
  • Ampliação de cursos de capacitação, em todas as modalidades de atuação, para os servidores técnico-administrativos e professores, com a possibilidade de bolsas benefício.
  • Disponibilização de ferramentas tecnológicas para o aprimoramento do ensino presencial.
  • Valorização da carga horária docente na PIT, de modo que os professores possam ministrar aulas on-line e tenham tempo de planejamento considerado.

Aperfeiçoar o Processo de Afastamento para Qualificação

É importante garantir, nos editais de afastamento para qualificação, que haja isonomia entre professores e técnico-administrativos. Além disso, é importante garantir significativo número de vagas para pós-doutorado, pois esses servidores podem contribuir efetivamente para o desenvolvimento das atividades de pesquisa.