Greve no IFSP: Informação e Respeito

16/06/2014 18:18

No dia 13.06.2013, ocorreu no Campus São Paulo uma Assembleia Geral do Sinasefe-SP. Nesta assembleia foram discutidos os encaminhamentos em relação a greve no IFSP. Apesar de eu estar presente e pedir esclarecimentos, até agora eu não consegui entender o que foi decidido.

A greve é um direito fundamental do trabalhador e é o seu principal instrumento de negociação para defender seus direitos e interesses. Quanto maior o número de mobilizados, maior será o poder de negociação dos grevistas.

Em uma negociação entre sindicato e governo, de um lado, há o número de mobilizados apresentado pelo sindicato e, por outro lado, o número de grevistas contabilizado pelo governo. Portanto, em uma greve, o importante é mostrar a mobilização e ter a mobilização. E, se o governo tiver a informação que não há essa mobilização, as negociações não avançam.

Essa greve mostrou-se fraca na informação, incapaz de mobilizar em São Paulo. Desde o início não houve um informe sobre a mobilização para o encorajamento ou engajamento. Por sinal, o único documento bem distribuído foi a Ata da Assembleia do dia 13.06, em que se votou por um indicativo de suspensão de greve. É uma contradição!

Além da falta de informação, outro ponto que destaco, para um aprendizado, é falta de respeito entre os próprios servidores. Desde a assembleia em que foi votado o indicativo de greve, ficam claras divisões, existem alguns servidores que se acham “donos da greve”. Eu reconheço que esses servidores têm um histórico de luta e de grande destaque nas mobilizações, porém isso não deve ser um impeditivo para não se ouvir a opinião de outros servidores.

Na assembleia do 13.06, pude presenciar a cena lamentar de um servidor debochando da fala de outros companheiros.

Finalizando, as nossas assembleias foram construídas sem dar espaço para a pluralidade de ideias e, agora, pagamos o preço dessa desunião com a desconstrução de nossa greve.

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